Cronologia da tensão na península coreana no ano de 2017. 

Veja aqui a cronologia da tensão na península coreana no ano de 2017. 

Leia também “A corrida armamentista do século XXI: o caso da Coreia do Norte

JANEIRO

1 de janeiro: Kim Jong-un em discurso de Ano Novo afirmou que o país testaria a qualquer momento um míssil balístico intercontinental (Fonte).

3 de janeiro: Donald Trump, presidente eleito norte-americano que assumirá o cargo apenas no final de janeiro, disse no Twitter, em resposta ao discurso de Jong-Un, que a Coreia do Norte não desenvolverá armas nucleares em seu governo.

FEVEREIRO

12 de fevereiro: disparo de um míssil balístico por parte de Pyongyang, percorrendo 500km até cair no Mar do Japão. (Fonte).

13 de fevereiro: O irmão de Kim Jong-Un, Kim Jong Nam, de 46 anos, foi supostamente envenenado no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur na Malásia. Com a morte do irmão, a Coreia do Norte desencadeia uma tensão com a Malásia. (fonte)

MARÇO

6 de março: Coreia do Norte faz um teste de mísseis balístico intercontinental. “O regime de Pyongyang também afirmou que o lançamento de mísseis balísticos nesta segunda-feira foi um teste de ataque às bases dos Estados Unidos no Japão, uma declaração que coincidiu com o início da implantação do sistema antimísseis THAAD dos EUA na Coreia do Sul” (Fonte).

22 de março: Novo teste de míssil intercontinental. Segundo o governo sul-coreano este teste apresentou falha (Fonte).

ABRIL

11 de abril de 2017: Donald Trump, presidente norte-americano, escreveu no Twitter: “A Coreia do Norte busca problemas. Se a China decidir ajudar, isso será genial. Se não, resolveremos o problema sem eles!” (fonte).

12 de abril: O porta-aviões norte-americano, Carl Vinson rumou para a península coreana depois que os EUA ameaçaram ações unilaterais se a China, o principal aliada da Coreia do Norte, não aumentar a pressão para conseguir o fim do programa armamentista norte-coreano”.

15 de abril: Choe Ryong Hae, vice-presidente da Comissão dos Assuntos de Estado da Coreia do Norte, diz: “Estamos prontos para responder a uma guerra total com uma guerra total e estamos prontos para responder com ataques nucleares a qualquer ataque nuclear” (Fonte). Coreia do Norte- considera

25 de abril: Quando tudo parecia se acalmar, fotografias de satélite “do site 38north, projeto de monitorização da Coreia do Norte, na Universidade John Hopkins, em Maryland”, indicaram um possível retorno das operações de testes nucleares em Punggye-ri (fonte).

MAIO

9 de maio: Coreia do Norte confirma a possibilidade da realização de novo teste nuclear (Fonte).

14 de maio: Novo teste do míssil o Hwasong-12, “capaz de transportar uma carga nuclear grande e poderosa”, segundo a mídia estatal do país (fonte). O míssil alcançou 2.111 quilômetros de altitude e caiu no Mar do Japão a 787 quilômetros de distância do ponto de lançamento.

28 de maio: Novo teste de míssil balístico e durou 6 minutos até aterrissar no mar do Japão. Segundo anúncio do Comando de Defesa Aeroespacial de América do Norte (Norad) o lançamento do míssil “não representa uma ameaça para a América do Norte” (fonte)

31 de maio: Coreia do Norte anuncia um novo teste de míssil balístico após os EUA ensaiar uma interceptação (antimíssil) de um provável lançamento de míssil balístico norte-coreano (fonte).

JUNHO

04 de junho: Coreia do Norte rejeita novas sanções da ONU e anuncia novos testes nucleares sem interrupções.

05 de junho: Austrália e EUA pedem com urgência para que a China resolva de forma pacífica o aumento de testes de armas nucleares (fonte).

07 de junho: Coréia do Norte realiza teste com múltiplo mísseis antinavio .

13 de junho: Coreia do Norte liberta o norte-americano Otto Warmbier, de 22 anos, preso há 17 meses no país por roubar um cartaz de propaganda política do hotel que se hospedava em Pyongyang. Após o julgamento de Warmbier em março de 2016, que decretou 15 anos de trabalho forçado, o jovem entrou em coma (ninguém sabe explicar o motivo do coma). O governo norte-coreano libertou Warmbier por motivos humanitários (fonte).

19 de junho: Morre Otto Warmbier, 22 anos, que foi liberto dia 13 de junho. Otto estava internado no Hospital Universitário de Cincinnati, em Ohio (EUA) tendo um “dano neurológico grave”, sofrido em sua prisão na Coreia do Norte (fonte).

JULHO

4 de julho: Coreia do Norte anuncia pela primeira vez, em sua emissora estatal, a realização de um teste do míssil balístico intercontinental Hwasong-14, alcançando uma altitude de 2.802 km e percorreu 933 km em 39 minutos antes de cair no mar. No anúncio da emissora foi informado que a Coreia do Norte agora é uma “potência nuclear completa que possui o mais poderoso foguete intercontinental capaz de atingir qualquer parte do mundo”. Segundo estimativas, o míssil lançado teria o alcance até o Alasca do EUA. Mesmo ainda faltando melhorias do lançamento para alcance de fato aos demais Estados norte-americanos, o sucesso do teste preocupou todos os países. O secretário de Estado americano, Rex Tillerson classificou as ações norte-coreanas como “uma escalada da ameaça ao mundo” (fonte, fonte).

5 de julho: EUA e Coreia do Sul conduziram um teste conjunto de mísseis como resposta ao teste norte-coreano (fonte).

8 de julho: EUA envia dois aviões bombardeiros para a península coreana para participar de exercícios ao lado de aviões de combate sul-coreanos e japoneses (fonte).

26 de julho: Na comemoração do 64º aniversário do fim da Guerra da Coreia, chamada de “Dia da Vitória”, a Coreia do Norte ameaça EUA com um ataque nuclear preventivo. “Se nossos inimigos interpretam mal nossa situação estratégica e insistem que suas opções passam por realizar um ataque preventivo nuclear contra nós, lançaremos um ataque nuclear preventivo no coração da América como um implacável castigo e sem advertências”, afirmou o ministro da Defesa norte-coreano, Park Yong-sik (fonte).

28 de julho: Identificada pelo EUA e pela Coreia do Sul um lançamento de míssil balístico pela Coreia do Norte que após 45 minutos caiu nas águas japonesas próximas a uma zona econômica exclusiva do país (ZEE) (fonte).

29 de julho: O governo da Coreia do Norte disse que o teste executado no dia anterior “mostrou que o país é capaz de atingir o território inteiro dos Estados Unidos” (fonte)

Donald Trump acusou a China de não fazer nada a respeito da Coreia do Norte e escreveu o seguinte no Twitter: “Estou muito decepcionado com a China. Nossos estúpidos líderes do passado lhes permitiram gerar centenas de bilhões de dólares todo o ano em comércio, mas não fazem NADA por nós em relação à Coreia do Norte, apenas falar […] Não permitiremos que isso continue. A China poderia resolver isso facilmente!”. O presidente norte-coreano prometeu tomar “todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos Estados Unidos” e proteger seus aliados na região (fonte).

A China ainda busca resolver a tensão na península com o diálogo e repudia qualquer intervenção militar e cobra que a Coreia do Norte obedeça a resolução da ONU. Após o lançamento do míssil no dia 28/07,  o ministério das Relações Exteriores chinês disse em nota: “A China se opõe às violações pela Coreia do Norte das resoluções da ONU […] Ao mesmo tempo, espera que todas as partes envolvidas deem mostras de prudência e evitem aprofundar as tensões na península”(fonte).

30 de julho: O EUA e a Coreia do Sul realizam exercício militar em conjunto com com o envio de aviões bombardeiros B-1B norte-americanos (fonte).

AGOSTO

05 de agosto –  Ocorre no Conselho de Segurança da ONU votação para novas sanções contra a Coreia do Norte por causa dos dois testes com mísseis balísticos realizados por Pyongyang em julho. Rússia e China, tradicionais aliados da Coreia do Norte, votaram a favor da sanção.

08 de agosto – O jornal The Washington Post anuncia que a Coreia do Norte conseguiu miniaturizar uma ogiva nuclear para acoplá-la em mísseis. Com essa inovação, o regime de Kim Jong-Un conseguiu torna-se uma potencial nuclear (fonte). Donald Trump em declaração à imprensa alertou que “É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos EUA ou encontrarão fogo e fúria como o mundo nunca viu antes”  (fonte).

Após a declaração de Trump, o governo norte-coreano rebate ameaça alertando que está “examinando cuidadosamente” um plano para atacar com mísseis o território norte-americano de Guam, no Oceano Pacífico, que possui duas bases militares norte-americana. Em outra nota, o governo norte-coreano afirma que pretende realizar uma operação preventiva caso os EUA mostrassem sinais de provocação (fonte).

Veja: Conheça Guam, a ilha norte-americana

09 de agosto – A Coreia do Norte diz que pretende disparar quatro mísseis ao redor de Guam, no Oceano Pacífico. Segundo o general norte-coreano Kim Rak Gyom, comandante da força estratégica do Exército do Povo Coreano, explica que o plano é “interditar as forças inimigas nas principais bases militares de Guam e enviar um aviso crucial para os EUA” (fonte). E ainda, a Coreia do Norte chama Trump de “desprovido de razão” e que alerta é “abundância de tolice”.

10 de agosto – Donald Trump disse que ameaça de “fogo e fúria” à Coreia do Norte pode não ter sido suficiente.  E ainda, o presidente avisa “É melhor a Coreia do Norte começar a agir direito ou ela estará em apuros como poucos países já estiveram antes. […] “Vamos ver o que ele faz com Guam” (fonte).

Sugestão de leitura: A perigosa retórica de Trump com a Coreia do Norte, por Miodrag Soric da DW.

3 comentários em “Cronologia da tensão na península coreana no ano de 2017. ”

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