O combate contra as fake news

O combate contra as fake news

Fact-checking

Com o aumento de fake news foram criadas organizações de fact-checking (confere notícias) que se especificam em desmentir boatos. No Brasil, estas organizações são principalmente a Agência Lupa, o projeto Truco da Agência Pública (www.apublica.org), o site www.boatos.org, o site www.e-farsas.com.  Vale destacar que o site e-farsas foi criado em 2002 para combater primeiramente as correntes falsas de e-mail, que hoje são compartilhadas no whatsapp.

Outras ideias surgiram para combater as fake news

Cartilhas

Sites como nexo, boatos, a página do facebook do próprio senado federal, o Conselho Nacional de Justiça e outras milhares, criaram um passo-a-passo para que o leitor identifique se uma notícia é falsa ou verdadeira. Infelizmente, esta cartilha não é suficiente no combate as fake news, pois vivemos na ‘pós-verdade’ como explicado anteriormente. Certamente, a educação dos cidadãos para evitar as fake news – com campanhas pelos governos, estas cartilhas e palestras em empresas e escolas – seja a proposta mais duradora e menos injusta, embora, esta somente funcionará a longo prazo.

Legislação

Certos países estão começando a criar formas de combater as fake news. Em janeiro de 2018, a União Europeia, um bloco econômico formado por 28 países europeus, criou uma força-tarefa  para combater as fake news.

No dia 2 de abril de 2018 a Malásia aprovou um projeto de lei que puni as fake news com penas de até 6 anos de prisão. Cinco dias após o projeto, um dinamarquês de 46 anos foi preso na Malásia por uma semana e multado em torno de R$ 8,8 mil reais,  após divulgar fake news no youtube. No caso, como o cidadão não tinha dinheiro, optou por passar um mês na cadeia.

No dia 3 de maio de 2018, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que apresentará um projeto de lei contra as fake news. Segundo o presidente francês, a sua candidatura nas eleições francesas de 2017 foram alvos de notícias falsas e ataque de hackers. As fake news acusavam o presidente francês de ser homossexual e que mantinha um conta num país de paraíso fiscal. Sobre as fake news Macron disse o seguinte:

“Se quisermos proteger as democracias liberais, devemos ter uma legislação sólida. Em período de eleições, as regras aplicáveis ao conteúdo nas plataformas de internet não serão exatamente as mesmas […] Vamos aumentar as obrigações de transparência sobre todos os conteúdos patrocinados, para que se torne pública a identidade dos anunciantes e daqueles que os controlam” (Fonte).

Segundo a CNN, Macron chegou a anunciar que “Sem a verdade, não há nenhuma democracia verdadeira” (fonte).

No caso do Brasil, vem sendo discutido tornar crime a divulgação de fake news tendo três diferentes projetos de lei que a tornam como crime. A parte delicada de criar lei contra fake news é que esta pode afetar a liberdade de expressão e levar uma possível censura. Outra crítica é que no Brasil já existe instrumento legal para punir notícia falsa, bem como, do Marco Civil da Internet que garante a remoção do conteúdo e responsabiliza o autor. Para saber, leia “o que acontece com quem publica fake news”.

O ministro Luiz Flux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que irá combater as fake news durante as eleições de 2018. A preocupação maior no Brasil é o aumento de bots que preocupam a democracia no Brasil.


Outros textos do “O poder da fake news na era da informação”

 

4 comentários em “O combate contra as fake news”

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